Corrida Histórias de quem corre Motivação

Evoluir é possível com determinação

Evoluir é possível com determinação, ah se é! Tanto evoluir quanto mudar o seu estilo de vida, tudo é possível quando temos um sonho e uma meta, e o Dalton é a personificação de mudança de estilo de vida e evolução continua com o passar dos anos.

Eu conheci o Dalton antes dele conhecer o triatlo e na verdade acho que ele foi a primeira pessoa que me falou sobre o Ironman, na época ele era baladeiro tocava em banda, e quando ele disse que ia correr a São Silvestre ninguém acreditou, o povo reclamava porque ele não ficava mais a noite toda nas festas e não queria mais beber muito, criticavam mesmo e não entendiam porque ele queria se dedicar ao esporte.

Hoje eu posso falar  certeza: o Dalton calou a boca de todo mundo, todos tiveram que engolir os comentários e hoje ele é uma referência do triatlo em Manaus, além de ser uma inspiração gigante para iniciantes do triatlo como eu.

Sinônimo de determinação e forca de vontade, ler o relato da relação dele com o esporte me faz acreditar que mesmo com o meu joelho podre um dia eu posso melhorar e claro que você pode melhorar também.

Dá uma lida e me fala se não dá esperança de melhorar o pace?

Atleta querido obrigada pelo relato.

Beijão e #corracomigo

“Fiz o meu primeiro meio-ironman em 2006, em Brasília. Foram sofridas 6horas e 36min. Nadei para aproximadamente 36min, pedalei para 3h08min e corri a meia–maratona para 2h40min.
 
Na época desse meio-iron estava com 20kg a mais do que estou hoje. Mas no total, cheguei a perder 32kg.
Evoluir é possível com determinação.
 
De lá para cá já foram 16 provas de meio-iron e 6 de Ironman. São 08 anos de muita dedicação em todos os aspectos, como trabalho, família, alimentação, treinos, emocional e espiritual. Tenho os meus altos e baixos, isso é normal, mas o importante é manter-se na direção certa, olhando não onde você quer chegar amanhã ou daqui a 1 mês, mas onde estará daqui a 10 anos.
 
Não acredito em receitas milagrosas ou substância ilegais de aumento de performance. Acredito na disciplina, dia após dia, e no treino qualitativo. Daí a importância de estar cercado de bons profissionais.  
Evoluir é possível com determinação.
 
Estou, desde o início, com o meu técnico, amigo e Ultraman Marcio Soares. Um cara simples, de um conhecimento quase infinito em treinamento esportivo e, acima de tudo, um exemplo de pessoa e atleta.
Costumo dizer que “sozinho não tem graça”. Então desde o início da minha recente vida como atleta, procurei levar essas mesmas sensações e benefícios para outras pessoas. Ainda em 2006, ajudei na organização de provas de triathlon em Manaus. Ao mesmo tempo, consegui trazer a minha mãe e o meu pai para o mundo das corridas. Estou casado há dois anos e a minha esposa acabou de completar o seu primeiro meio-ironman em Miami. 
 
O que me faz treinar quase todos os dias e por todos esses 8 anos? Não é o corpo, pois sei que ele possui limitações, sei que ele envelhece com o tempo. O músculo tem um limite… o treino tem um limite.
 
O que me faz continuar é a capacidade de sonhar.
 
Sonhos não tem limites. Sonho, um dia, em me classificar para o mundial de meio-ironman… sonho em me classificar para o mundial de Ironman em Kona, no Havaí. Sonho em correr, um dia, uma Ultra-maratona no Deserto do Saara e outra no Atacama. Sonho em cruzar os Estados Unidos de Costa a Costa, pedalando na Race Across America.

Sonhos que, uma hora ou outra, acabam se realizando… pois viram projetos, metas e, posteriormente, realizações.
 
Isso vale para o esporte e para todos os campos da nossa vida (profissional, familiar etc)
 
Challenge Brasil… um breve relato de decepções e esperanças.
Evoluir é possível com determinação.

Foi a minha vigésima primeira prova de longa distância de triathlon. Décima sexta na distância de meio-ironman, além de outras seis na distância completa.

Foi um ano em que eu e o meu técnico optamos por não fazer provas de Ironman, trabalhando assim a parte técnica, a velocidade (priorizando provas curtas) e ficando descansado ao longo do ano.
O resultado foi satisfatório, pois durante os treinos era possível sentir o aumento da velocidade com o passar dos meses. Principalmente na natação e na corrida.
Durante quase todo o ano, mantive um mesmo padrão de treinamento. Natação quase todos os dias, com tiros de 50m, 100 e 200m dependendo da fase de treinamento. O ciclismo nas terças, quintas e sábados. A corrida em dias de quarta, sexta e domingo.
Com a proximidade do Challenge, inserimos mais duas sessões de corrida. Uma na terça, logo após o ciclismo… e outra no sábado, como transição do ciclismo. Foram basicamente 4 semanas dessa forma, e uma semana típica de treinos era mais ou menos assim:
Terça, 2200m de natação, com 15 x 100m para 1:31/100m. Uma segunda sessão de treino com 1h20m de ciclismo com 4 tiros de 15min em ritmo de prova (aprox. 38km/h).
Na quarta, o mesmo volume de natação, porém com tiros de 200m ou 300m. Na sequência, uns 50min de corrida, com 6 x 1000m para 4:15/km.
Na quinta, mesmo volume de natação com tiros de 500m, seguido de 1h20m de giro de ciclismo.
Sexta, natação com tiros de 100m para 1:30/100m. Na sequência, 1h ou 1h15min de corrida, dependendo da programação de treino (detalhe que fiz apenas uma corrida de 1h15m, sendo esta a mais longa de todo o treinamento para o Challenge).
Sábado, 2h45m de ciclismo, com 3 a 4 tiros no ritmo de prova (algo em torno de 37km/h). Na sequência, transição de corrida com 5 tiros de 800m ou 6 x 1000m para 4:40/km (ritmo programado para a meia-maratona no Challenge).
E no domingo, para finalizar a semana, uma natação de 25 a 30min em águras abertas no ritmo de prova (algo em torno de 1:30/100m), seguido de uma corrida de 50min para aprox. 4:45/km.
COnsegui repetir essa rotina por 4 semanas e cheguei confiante da minha forma. Mas, infelizmente, na semana da prova, comecei a sentir um pouco de falta de ar, tosse e um fadiga maior do que o normal depois de alguns treinos. Viajei dessa forma e realizei a prova dessa forma.
O que era para ser uma “repetição dos treinos”, infelizmente virou um pesadelo e motivo de frustração durante a prova. O corpo não respondia já durante o ciclismo e manter o ritmo programado de corrida foi impossível. Ainda assim pedalei para 2h37min e corri para 1h46m, finalizando a prova em 4h44min (vale citar que a natação foi reduzida por motivos de segurança). Se a natação estivesse completa, o tempo, ainda assim, seria abaixo de cinco horas. Nada próximo, porém, das 4horas e 40minutos que pretendia fazer.
Fiquei frustrado, óbvio, mas não posso deixar de comemorar um ano de tanto aprendizado e crescimento no triathlon. Tornei-me mais rápido em todas as modalidades e mais maduro quanto a forma  de correr e encarar uma prova.
Não faço tanto volume assim. Por isso consigo me manter sempre motivado e preparado para encarar um ano seguinte cheio de treinos e desafios. Acredito muito no equilíbrio entre o nosso trabalho, a  nossa família e carga de treinos. Portanto, prefiro treinar menos… porém sempre…e chegar mais longe, longe de lesões e do stress que uma carga muito alta possa vir a causar.
O Challenge Florianópolis foi frustrante, é verdade. Mas nada como um dia após o outro para “curar” esse sentimento…. e esses dias virão!
#Keepdreaming #Butkeeptraining
E o blog também! Aqui.
Evoluir é possível com determinação.
Com a família linda.
Obrigada novamente, agora que tá todo mundo inspirado #corracomigo

 


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