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Você sabe o que é necessário para ser um IronMan 70.3?

Você sabe o que é necessário para ser um IronMan 70.3? Além de meses de treinos pesados e privações na mesa e com os amigos, é preciso ter uma cabeça muito no lugar, um sonho muito grande e um amor ao esporte que não cabe no peito.

As dificuldades e os imprevistos para se terminar uma prova destas são muitas, quando tudo vai bem nos treinos nunca se sabe o que vai acontecer no dia da prova. Esse relato do Guilherme no IronMan Brasília nos conta que muito mais do que treinos bem feitos, são a cabeça, o coração, a determinação  e vontade de terminar o dia com a medalha no peito que te fazem um IronMan.

Com a palavra Guilherme:

Foram aproximadamente 4 meses de treinos com o objetivo de bater 4h35’ no Ironman 70.3 de Brasília e a rotina exaustiva durante a preparação me fez chegar muito confiante no Distrito Federal.

Embarquei dia 4 de abril em direção à Brasília, foi um dia tranquilo onde meu único compromisso era buscar o kit da prova, assim aproveitei para deixar a bike na oficina e fazer os últimos ajustes! No dia seguinte cheguei cedo ao local da prova e fui logo dar umas braçadas no lago para sentir um pouco de como seria a primeira etapa da prova.

A temperatura da água estava muito agradável, segundo a organização do evento por volta de 240C mas naquele momento percebi que não seria um dia fácil! A água me parecia muito “pesada”, mas como eu estava fazendo o reconhecimento sem a roupa de borracha, não dei tanta importância para isso, afinal eu estava bem treinado e muito confiante.

Um pouco mais tarde, ainda no sábado, retirei minha bike da oficina para fazer os testes antes do ‘bike check in’ e estava tudo perfeito com a magrela! Os atletas passaram por todo aquele ritual de posicionar as bicicletas nos boxes e organizar as sacolas com os equipamentos do ciclismo e da corrida, e então era só esperar o sol nascer!

Superstição ou não, programei o despertador para as 4:35 am (minha meta inicial para conclusão da prova: 4h35’), consegui me organizar para chegar no local da prova com antecedência e preparar os detalhes da hidratação e suplementação. Primeiro problema surgiu, não achava minha caramanhola com o suplemento de carboidrato. Respirei fundo, relaxei e pensei: “Sem problemas, vai ter Gatorade nos postos de hidratação durante o ciclismo”.

Encaixei meu aerodrink no suporte frontal, a água estava perfeitamente congelada! Tudo pronto para a GUERRA! Vesti a roupa de borracha e me posicionei próximo ao local da largada, a energia era contagiante e cada rosto expressava um sentimento diferente, um mix de alegria, confiança, incerteza, insegurança, me concentrei na minha prova, visualizei os detalhes e fui pra água aguardar a largada!

As toucas rosas enfeitavam o lago, que estava um pouco mexido, e o sol no horizonte dificultava a vizualização da bóia, o que seria um problema para a navegação!

A buzina soou marcando o início da prova e, como de costume, aquela confusão de braços e pernas sobrando. Alguns minutos tentando ganhar meu espaço, consegui encaixar as braçadas e segui deslizando, a água era realmente muito pesada e a natação estava mais lenta do que o normal. Fui acompanhando o ritmo durante a etapa e vi que conseguiria fechar no tempo que me propus (32min).

Saí da água com 32’16” e fui para a T1, tirei a roupa de borracha o mais rápido que consegui, peguei o capacete na sacola e procurei os meus óculos escuros. Não os encontrei! Sem problemas, o sol não estava tão forte. Era hora de socar a bota na bike, os pequenos problemas não tinha me abalado, mas ainda era cedo pra falar!”

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